Portugais et population d'origine portugaise en France
Jorge Rodrigues Ruivo

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Capas - Couvertures

Ligeiro aumento das remessas dos emigrantes em 2011 Légère hausse des transferts des émigrés en 2011

 

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Segundo o Banco de Portugal as remessas dos emigrantes recebidas em Portugal durante o ano 2011 aumentaram muito ligeiramente de 0,2% relativamente a 2010 mantendo-se nos 2,4 mil milhões de euros (em valor representa um acréscimo de +4,5 Milhões de euros [M€]), após o aumento substancial de 2010.

Esta situação é o resultado da dicotomia, entre os transferes da emigração estabelecida e os transferes dos recém-emigrantes, já analisada na precedente leitura dos dados do primeiro semestre de 2011.

Assim constata-se o efeito negativo evidente da crise económica vivida nos principais países da União Europeia sobre as transferências do emigrantes para Portugal. As remessas oriundas de França registaram uma diminuição de -3,5%, da Alemanha; -5,8%, de Espanha; -20,4%, do Luxemburgo; -19,7%, ao contrário os valores provenientes de Suíça cresceram de +11,5% e do Reino Unido de +11,3%. Estes dois países, Suíça e Reino Unido são tipicamente países de emigração "temporária" com rápidos fluxos de emigração portuguesa tanto à partida como para o regresso.

Naturalmente, neste período de crise económica agravada, a emigração com destino a este tipo de países de acolhimento reflecte-se imediatamente nos fluxos financeiros conexos.

Para os países mais longínquos o efeito de crise também se fez sentir. As remessas oriundas do Canada (-13%), Brasil (-17,6%) e Venezuela (-41,3%) também registam quedas consequentes. Apenas as remessas dos EUA (+0,3%) estagnaram em 2011 relativamente a 2010.

Existem no entanto dois pontos essenciais que nos dão indicações sérias de perspectiva de evolução das remessas dos emigrantes para 2012.

O primeiro refere-se à situação de crise social e laboral que continua e que (segundo analistas e os próprios dirigentes políticos) continuará a degradar-se em 2012.

O segundo, efeito do primeiro, é o aumento do número de emigrantes portugueses que saem do país. Note-se que segundo a Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas, saíram cerca de 150 mil portugueses do pais em 2011. Este número é considerável visto que representa mais de 80% da totalidade da população de Braga (terceira cidade do país com cerca de 180 mil habitantes).

Naturalmente com estes dois vectores actuando a favor do aumento do envio de fundos para Portugal, o eventual decréscimo das remessas dos emigrantes já estabelecidos será muito provavelmente compensado e ultrapassado.

Assim pode-se prever razoavelmente um aumento das remessas de emigrantes para 2012, nomeadamente por parte dos recém-chegados em França, Alemanha, Luxemburgo, e naturalmente o Reino Unido e a Suíça que continuarão a registar um aumento das transferências a destino de Portugal.

Aliás os primeiros dados para janeiro de 2012 já apontam para esta orientação. Assim o total das transferências dos emigrantes de janeiro 2012 relativamente  a janeiro de 2011 está em aumento de +12,6%. Fora os EUA e o Luxemburgo todas os fluxos de remessas dos emigrantes registam aumentos desde +4% (França) a +53% (Alemanha).

Por : Jorge Rodrigues Ruivo (jorgeruivo.free.fr)
(30.03.12/Fonte : Luso Planet)

Selon la Banque du Portugal les transferts des émigrés reçus au Portugal au cours de l'année 2011 ont augmentés très légèrement de 0,2% par rapport 2010 en se maintenant à 2,4 milliards d'euros (valeur qui représente un surcroit de +4,5 Millions d'euros [M€]), et cela après l'augmentation substantielle de 2010.

Cette situation est le résultat de la dichotomie, entre les transferts de l'émigration établie et ceux des nouveau-émigrés, déjà analysée dans notre précédente lecture des données du premier semestre de 2011.

Ainsi on constate l'effet négatif évident de la crise économique qua l'on vie dans les principaux pays de l'Union européenne sur les transferts des émigrés vers le Portugal. Les transferts provenant de France ont enregistré une diminution de -3,5%, d'Allemagne ; -5,8%, d'Espagne ; -20,4%, du Luxembourg ; -19,7%, au contraire les montants provenant de Suisse ont cru de +11,5% et du Royaume-Uni de +11,3%. Ces deux pays, Suisse et Royaume-Uni sont typiquement des pays d'émigration "temporaire" ; avec de rapides flux d'émigration portugaise tant pour les départs que pour les retours.

Naturellement, dans cette période de crise économique aggravée, l'émigration à destination de ce type de pays d'accueil se reflète immédiatement sur les flux financiers connexes.

Pour les pays les plus éloignés l'effet de la crise s'est également fait sentir. Les transferts provenant du Canada (-13%), du Brésil (-17,6%) et du Venezuela (-41,3%) enregistrent aussi des chutes conséquentes. Seul les transferts en provenance des USA (+0,3%) ont stagnés en 2011 para rapport à 2010.

Il existe néanmoins deux points essentiels qui donnent des indications sérieuses de perspective d'évolution des transferts des émigrés pour 2012.

Le premier est du à la situation de crise sociale et de l'emploi qui continu et qui (selon des analystes et les responsables politiques eux-mêmes) continuera à se dégrader en 2012.

Le second, effet du premier, est l'augmentation du nombre d'émigrés portugais qui sortent du pays. Remarquons que selon le Secrétariat d'État des Communautés Portugaises, sont sortis environ 150 mille Portugais du pays en 2011. Ce nombre est considérable car qu'il représente plus de 80% de la totalité de la population de Braga (troisième ville du pays avec environ 180 mille habitants).

Naturellement avec ces deux vecteurs agissant en faveur de l'augmentation de l'envoi de fonds à destination du Portugal, l'éventuelle diminution des envois des émigrés déjà établis sera très probablement compensée voir dépassée.

Ainsi, on peut raisonnablement prévoir une augmentation des transferts des émigrés pour 2012, notamment de la part des nouveaux arrivants en France, en Allemagne, au Luxembourg, et naturellement au Royaume-Uni et en Suisse qui continueront à enregistrer une augmentation des transferts à destination du Portugal.

D'ailleurs les premières données pour janvier 2012 indiquent déjà cette orientation. Ainsi le total des transferts des émigrés de janvier 2012 para rapport à janvier 2011 est en augmentation de +12,6%. En dehors des USA et du Luxembourg tous les flux de transferts des émigrés enregistrent des augmentations de +4% (France) à +53% (Allemagne).

Par : Jorge Rodrigues Ruivo (jorgeruivo.free.fr)
(30.03.12/Source : Luso Planet)

ligeira descida das remessas dos emigrantes nos seis primeiros meses de 2011 Légère baisse des transferts des émigrés au cours des 6 premiers mois de  2011

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Segundo os dados do Banco de Portugal as remessas dos emigrantes portugueses recebidas em Portugal durante os seis primeiros meses de 2011 registaram uma ligeira descida de -1,2% relativamente ao mesmo período de 2010, representando uma diminuição em volume de 13,4 milhões de euros.

Este resultado esconde duas grandes tendências.

A situação económica de Portugal tem vindo a repercutir-se sobre os fluxos da emigração portuguesa. Assim pode-se notar claramente dois tipos de países, os que beneficiam de novos fluxos de emigrantes portugueses, mais intensos, a França, o Reino Unido e a Suíça e os restantes mais longínquos, portanto menos atractivos a curto prazo (Canadá, EUA, Brasil e Venezuela). No grupo dos principais países receptivos da emigração portuguesa, restam três países com um destaque diferente no que respeita às remessas enviadas durante o primeiro semestre de 2011; Alemanha, Espanha e Luxemburgo.

O relativo dinamismo económico destes três mercados europeus (França, Reino Unido e Suíça), a rede de emigrantes já presentes e a facilidade de implantação conjugam-se para fomentar o aumento do fluxo de emigrantes portugueses para esses países, repercutindo-se naturalmente nos fluxos de remessas que aumentaram de 4,3% para os valores oriundos de França, +2,3% para os do Reino Unido e +6,8% para as remessas provenientes da Suíça (no caso da Suíça também poderá haver um efeito de câmbio).

As remessas vindas dos países mais afastados de Portugal tais com o Canadá, EUA, Brasil e Venezuela registaram quedas importantes; -9,2% para os EUA, -9,6% para o Brasil, -19% para o Canadá e para a Venezuela as remessas quase foram divididas por dois com uma queda de -42,3% durante os seis primeiros meses do ano. Estes país provavelmente ainda não estão a beneficiar dos novos fluxos de emigração que estão a registar os mais antigos países de emigração portuguesa. No caso dos EUA e do Canadá a crise económica global também explicará uma parte da descida dos montantes das remessas transferidas.

No caso dos outros três países; Alemanha, Espanha e Luxemburgo a situação será diferente para cada um deles. Assim como é sabido de todos o mercado espanhol que "absorvia" uma grande quantidade de emigrantes portugueses, nomeadamente uma emigração temporária, está em pleno descalabro, principalmente no sector da construção civil, repercutindo-se assim sobre os valores das remessas (-26,9% no primeiro semestre). Alemanha e Luxemburgo, terão outras características. Optamos pela explicação de uma emigração relativamente antiga (em idade) mais preocupada pelo seu futuro "local" que pelas perspectivas ligadas a Portugal e provavelmente já concretizadas. As remessas provenientes da Alemanha descem de -12% e afundam para o Luxemburgo com uma queda de -34,2% nos primeiros seis meses de 2011 relativamente ao mesmo período de 2010. No entanto, podemos supor que, se as dificuldades em Portugal se prolongarem, poderá haver também novos fluxos de emigração para esses dois países e consequentemente um possível aumento das remessas.

Resumindo. Por nossa parte, pensamos que os potenciais aumentos de transferências financeiras dos emigrantes para Portugal serão principalmente da responsabilidade dos portugueses que acabam de emigrar. Optamos para o movimento inverso para as populações de emigrantes já radicadas nesses países e que reduzirão os montantes dos transferes. A dificuldade será de saber qual destes dois movimentos inversos será o mais influente no balanço. Os últimos dados disponíveis (em setembro) apontam para um decréscimo do total das remessas transferidas pelos emigrantes portugueses recebidas em Portugal.

Por : Jorge Rodrigues Ruivo (jorgeruivo.free.fr)
(29.11.11/Fonte : Luso Planet)

Selon les données de la Banque du Portugal les transferts des émigrés portugais reçus au Portugal pendant les six premiers mois de 2011 ont enregistré une légère baisse de -1.2% par rapport à la même période de 2010, représentant une diminution en volume de 13,4 millions d'euros.

Ce résultat cache deux grandes tendances.

La situation économique que vit le Portugal se répercute sur les flux d'émigration portugaise. Ainsi on pourra remarquer clairement deux catégories de pays, ceux qui bénéficient de nouveaux flux plus intenses d'émigrés portugais, la France, le Royaume-Uni et la Suisse et ceux plus éloignés, donc moins attractifs à court terme (Canada, USA, Brésil et Venezuela). Dans le groupe des principaux pays recevant habituellement l'émigration portugaise, il reste trois pays avec des situations  différentes pour ce qui est des transferts envoyés au cours du premier semestre de 2011; l'Allemagne, l'Espagne et le Luxembourg.

Le relatif dynamisme économique de ces trois marchés européens (France, Royaume-Uni et Suisse), le réseau des émigrés déjà présents et la facilité d'implantation se conjuguent pour participer à l'augmentation du flux d'émigrés portugais à destination de ces pays, ce qui se répercute naturellement sur les flux des transferts qui ont augmenté de 4,3% pour les montants originaires de France, +2,3% pour ceux du Royaume-Uni et de +6,8% pour les transferts en provenance de la Suisse (dans le cas de la Suisse il pourra y avoir également un effet de change).

Les transferts ayant pour origine des pays plus éloignés du Portugal tels que le Canada, les USA, le Brésil et le Venezuela ont enregistré des chutes importantes ; -9,2% pour les USA, -9.6% pour le Brésil, -19% pour le Canada et pour le Venezuela les transferts ont presque été divisés par deux avec une chute de -42,3% au cours des six premiers mois de l'année. Ces pays ne bénéficient probablement pas encore des nouveaux flux d'émigration que sont en train d'enregistrer les pays plus anciens pour l'émigration portugaise. Dans le cas des USA et du Canada la crise économique globale expliquera aussi une partie de la baisse des sommes des transferts reçus.

Dans le cas des trois autres pays; l'Allemagne, l'Espagne et le Luxembourg la situation est différente pour chacun d'entre eux. Comme nous le savons tous le marché Espagnol qui "absorbais" une grande quantité d'émigrés portugais, notamment une émigration temporaire, est en pleine décomposition, principalement dans le secteur de la construction (BTP), ceci se répercutant sur les montants des transferts (- 26,9% pour le premier semestre). L'Allemagne et le Luxembourg, ont quant à eux d'autres caractéristiques. Nous optons pour l'explication d'une émigration relativement ancienne (en âge) plus préoccupée par son avenir "local" que par les perspectives liées au Portugal et probablement déjà concrétisées. Les transferts provenant d'Allemagne reculent de -12% et ils s'effondrent pour le Luxembourg avec une chute de -34,2% sur les six premiers mois de 2011 par rapport à la même période de 2010. Néanmoins, nous pouvons supposer que, si les difficultés vécues au Portugal se prolongent, il pourrai y avoir également de nouveaux flux d'émigration à destination de ces deux pays et en conséquence une possible augmentation des transferts monétaires.

Pour résumé. Pour notre part, nous pensons que les potentielles augmentations des transferts financiers des émigrés à destination du Portugal seront principalement de la responsabilité des Portugais qui viennent d'émigrer. Nous optons pour un mouvement inverse pour les populations d'émigrés déjà consolidés dans ces pays et qui réduiront les sommes des transferts. La difficulté sera de savoir lequel de ces deux mouvements inverses sera le plus influent dans la balance. Les dernières données disponibles (en septembre) font pencher la balance pour une diminution du total des transferts financiers provenant des émigrés portugais et reçus au Portugal.

Par : Jorge Rodrigues Ruivo (jorgeruivo.free.fr)
(29.11.11/Source : Luso Planet)

Remessas dos emigrantes aumentam 5,3% em 2010 Les transferts des émigrés augmentent de 5,3% en 2010

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Segundo o Banco de Portugal as remessas dos emigrantes recebidas em Portugal durante o ano 2010 aumentaram de 5,3% relativamente a 2009 atingindo 2,4 mil milhões de euros (ou seja +122 Milhões de euros [M€], após as descidas de 2008 e 2009.

Assim, como se pode constatar na gráfico, o valor global das remessas dos emigrantes tem vindo a ondular desde 2003 entre 2,3 e um pouco mais de 2,5 mil milhões de euros anuais, longe do pico de 2001 onde este montante superou os 3,7 mil milhões de euros, ou seja cerca de 55% a mais da média destes últimos 8 anos (2,4 mil milhões de euros).

Em termos de países desatacam-se, em 2010, dois em particular; a Espanha e a Suíça.

A Espanha com uma queda de 10,3% das remessas reflecte, em pleno, os efeitos da crise económica que afecta o país e os portugueses que lá trabalham.

Quanto às remessas da Suíça com,  provavelmente, efeitos contrários mas sempre devidos à crise económica desta vez do lado português, estas registaram um aumento em 2010 de 11,3% atingindo 590 M€ (ou seja cerca de 60 M€ a mais em 2010 relativamente a 2009).

Com 120 M€ de remessas recebidas dos emigrantes portugueses na Alemanha em 2010 este montante manteve-se ao nível de 2009. Esta situação de relativa estabilidade verificou-se ainda para as remessas oriundas de França (+1,32%) e do Reino Unido (-0,21%). As remessas vindas dos EUA e do Luxemburgo registaram um ligeiro aumento de respectivamente +2,12% e +2,66%.

Os fundos provenientes do Brasil e da Venezuela registaram variações simetricamente opostas. Com um aumento de +18,93% para as remessas que partiram do Brasil a destino de Portugal e -18,73% para as de vêm da Venezuela. Apesar destas fortes variações os valores restam pouco significativos. Brasil e Venezuela pesam apenas, respectivamente 0,4% e 0,7% do total da remessas recebidas em Portugal em 2010.

Se analisarmos as evoluções das remessas dos emigrantes portugueses desde 2007 até 2010, podemos fazer um balanço tendencial bastante interessante.

Alemanha, França, Reino Unido, Canadá e EUA estão a registar uma descida regular e continua do peso das remessa de emigrantes portugueses desde 2007. Esta parece ser uma tendência de fundo.

No caso da Alemanha, as remessas dos portugueses residentes nesse país representavam 6,6% do total recebido em Portugal, este peso foi reduzindo-se regularmente para chegar a 5,0% em 2010 ou seja uma redução de 24% da importância das remessas oriundas da Alemanha em 3 anos. Esta tendência foi mais notável para o Reino Unido, Canadá e EUA. As remessas vindas do Reino Unida passaram de 6,3% a 3,9% de peso relativo (-38%), Canadá de 2,9% a 1,9% (-34%) e os EUA de 7,7% para 5,4% (-30%).

No caso da França a diminuição é menor mas é sem dúvida a mais notável, visto que as remessas provenientes de França representavam em 1996, 40% do total das remessas recebidas em Portugal, atingindo um valor de 1,1 mil milhões de euros. Em 2007 este valor ainda representava 1,03 mil milhões de euros pesando 39,6% do total das remessas.

No entanto em 2010 o montante das remessas enviadas pelos emigrantes portugueses em França já "só" vale 899 M€ e o sua importância no total desceu para 37,4%.

Estes países representam aqueles que acolheram as grandes ondas de emigração dos anos 60-70 e que estão hoje a envelhecer e assim a reduzir os movimentos de fundos a destino de Portugal. Trata-se de uma tendência de fundo que não se deverá alterar se não houver novos fluxos de emigração portuguesa para estes mesmos países.

Aliás estes novos fluxos de emigração portuguesa concentram-se mais sobre dois países em particular: Suíça e Espanha.

Como já indicamos as remessas vindas de Espanha registaram uma queda significativa em 2010 no entanto a tendência à positiva para estes últimos 4 anos (desde 2006). Em 2007 as remessas de Espanha representavam 3,7% do total recebido em Portugal. Em 2010 esta percentagem passou para 4,6% do total (5,4% em 2009). Naturalmente as dificuldades da economia espanhola afecta directamente estes fluxos ao contrário do "caso suíço".

Este será provavelmente o mais notável. Ao longo dos últimos anos as remessas dos emigrantes portugueses na Suíça conseguiram manter uma excelente estabilidade. Desde 1996 as remessas provenientes da Suíça representavam entre 18% e 23% do total (média a 21%). Em 2010 esta percentagem passou para 25,6% do total das remessas recebidas em Portugal! Em valor falamos de 590 M€ transferidos, em 2010, pelos nossos compatriotas residentes na Suíça, em aumento de 11,3% relativamente a 2009.

Com esta conjuntura de crise económica vivida por uma grande parte das economias desenvolvidas, e nomeadamente a difícil situação económica em Portugal, alguns dos nossos compatriotas irão procura soluções fora de Portugal, Suíça é um dos destinos possíveis, mas a França também...  

Por : Jorge Rodrigues Ruivo (jorgeruivo.free.fr)
(08.03.11/Fonte : Luso Planet)

 

Selon la Banque du Portugal les transferts des émigrés reçus au Portugal pendant l'année 2010 ont augmenté de 5,3% par rapport à 2009 atteignant 2,4 milliards d'euros (soit +122 Millions d'euros [M€], après les baisses de 2008 et 2009.

Ainsi, comme on peut le constater sur le graphique, la valeur globale des transferts des émigrés ondule depuis 2003 entre 2,3 et un peu plus de 2,5 milliards d'euros annuels, loin du sommet atteint en 2001 où cette somme avait dépassé les 3,7 milliards d'euros, soit environ 55% plus de la moyenne de ces 8 dernières années (2,4 milliards d'euros).

En termes de pays on en distinguera, en 2010, deux en particulier ; l'Espagne et la Suisse.

L'Espagne avec une chute de 10,3% des transferts reflète, parfaitement, les effets de la crise économique qui affecte le pays et les Portugais qui y travaillent.

Quant aux transferts de la Suisse avec, probablement, des effets contraires mais toujours dus à la crise économique cette fois du côté portugais, ceux-ci ont enregistré une augmentation en 2010 de 11,3% atteignant 590 M€ (soit environ 60 M€ plus en 2010 para rapport à 2009).

Avec 120 M€ de transferts reçus des émigrés portugais en Allemagne en 2010 cette somme s'est maintenu au niveau de 2009. Cette situation de relative stabilité s'est vérifiée également pour les envois provenant de France (+1,32%) et du Royaume-Uni (- 0,21%). Les transferts arrivées des E.U.A. et du Luxembourg ont enregistré une légère augmentation de respectivement de +2,12% et +2,66%.

Les fonds provenant du Brésil et du Venezuela ont enregistrés des variations symétriquement opposées. Avec une augmentation de +18,93% pour les transferts qui sont partis du Brésil à destination du Portugal et -18,73% pour ceux qui viennent du Venezuela. Malgré ces fortes variations les montants restent peu significatifs. Le Brésil et le Venezuela ne pèsent que, respectivement 0,4% et 0,7% du total des transferts reçus au Portugal en 2010.

Si nous analysons les évolutions des envois des émigrés portugais depuis 2007 jusqu'à 2010, nous pouvons faire une analyse tendancielle relativement intéressante.

Allemagne, France, Royaume-Uni, Canada et E.U.A. sont en train d'enregistrer une descente régulière et continue du poids des transferts des émigrés portugais depuis 2007. Celle-ci semble être une tendance de fond.

Dans le cas de l'Allemagne, les transferts des Portugais résidant dans ce pays représentaient 6,6% du total reçu au Portugal, ce poids s'est réduits régulièrement pour arriver à 5,0% en 2010 soit une réduction de 24% de l'importance de ces transferts originaires d'Allemagne en 3 ans. Cette tendance a été plus remarquable pour le Royaume-Uni, le Canada et les E.U.A. Les transferts arrivées du Royaume-Uni sont passé de 6,3% à 3,9% du poids relatif (- 38%), le Canada de 2,9% à 1,9% (- 34%) et les E.U.A. de 7,7% à 5,4% (- 30%).

Dans le cas de la France la diminution est moindre mais elle est sans aucun doute plus remarquable, car les transferts provenant de France représentaient en 1996, 40% du total des envois de fonds reçus au Portugal, atteignant une valeur de 1,1 milliards d'euros. En 2007 cette valeur représentait encore 1,03 milliards d'euros pesant 39,6% du total des fonds reçus.

Néanmoins en 2010 la somme de ces transferts envoyé par les émigrés portugais en France n'était déjà "que" de 899 M€ et son importance para rapport au total descendait à 37,4%.

Ces pays représentent les Etats qui ont accueilli les grandes vagues d'émigration des années 60-70 et les représentants de ces vagues sont aujourd'hui en train de vieillir et en découle une réduction des mouvements de fonds à destination du Portugal. Il s'agit d'une tendance de fond qui ne se devrait pas se modifier s'il n'y a pas de nouveaux flux d'émigration portugaise à destination de ces pays.

D'ailleurs ces nouveaux flux d'émigration portugaise se concentrent plus sur deux pays en particulier : la Suisse et l'Espagne.

Comme nous l' indiquions déjà les transferts venant d'Espagne ont enregistré une chute significative en 2010 néanmoins la tendance reste positive pour ces 4 dernières années (depuis 2006). En 2007 les transferts d'Espagne représentaient 3,7% du total reçu au Portugal. En 2010 ce pourcentage est passé à 4,6% du total (5,4% en 2009). Naturellement les difficultés de l'économie espagnole affectent directement ces flux au contraire du "cas suisse".

Celui-ci sera probablement le plus remarquable. Au long des dernières années les transferts des émigrés portugais en Suisse ont réussi à maintenir une excellente stabilité. Depuis 1996 ces transferts provenant de la Suisse représentaient entre 18% et 23% du total (moyenne à 21%). En 2010 ce pourcentage est passé à 25,6% du total des transferts reçus au Portugal ! En valeur nous parlons de quelques 590 M€ transférés, en 2010, par nos compatriotes résidant en Suisse, en augmentation de 11,3% para rapport à 2009.

Avec cette conjoncture de crise économique vécue par une grande partie des économies développées, et notamment la difficile situation économique du Portugal, certains de nos compatriotes iront recherche solutions en dehors du Portugal, la Suisse est une des destinations possibles, mais de la France en est une aussi…

Par : Jorge Rodrigues Ruivo (jorgeruivo.free.fr)
(08.03.11/Source : Luso Planet)

 

Aumento das remessas dos emigrantes nos seis primeiros meses de 2010 Hausse des transferts des émigrés au cours du premier semestre 2010

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Os últimos dados do Banco de Portugal indicam que as remessas dos emigrantes recebidas em Portugal durante os seis primeiros meses de 2010 aumentaram de 5,3% relativamente ao mesmo período de 2009, representando um valor suplementar de 54,3 milhões de euros, num total de 1080 milhões de euros. No conjunto dos principais países onde estão radicados os emigrantes portugueses destacam-se  dois grupos. O primeiro com variações relativamente fracas tanto positivas como negativas, com; Espanha (+1%), França (+1,9%), Luxemburgo (-2,9%), e o Reino Unido (+1,9%). O segundo grupo é mais sintomático, apresentando grandes variações entre os dois períodos homólogos. Assim as remessas oriundas do Canadá, dos EUA e sobretudo da Suíça apresentam taxas de crescimento bastante elevadas.

No caso da Suíça as remessas dos emigrantes portugueses nesse país aumentaram de +20,3% ou seja mais 45 milhões de euros durante os seis primeiros meses de 2010 relativamente aos seis primeiros de 2009. Este aumento é notável visto que representa cerca de 17% do total das remessas enviadas da Suíça para Portugal no primeiro semestre de 2010 ou seja 267 milhões de euros. Naturalmente este resultado decorre da natureza da emigração portuguesa para a Suíça, que é principalmente temporária (portanto com uma taxa de poupança elevada) mas provavelmente também devido a um aumento da emigração portuguesa para este país. Esta realidade confirma que a emigração portuguesa na Suíça é a segunda maior provedora de fundos para Portugal depois da França.

O caso dos EUA e Canadá é o segundo grande destaque deste primeiro semestre de 2010. As remessas enviadas pelos emigrantes portugueses nos EUA aumentaram de +6,4% e os do Canadá de +16,7%, ou seja  mais 4,1 milhões de euros para os EUA e mais 3,3 Milhões para o Canadá relativamente ao mesmo período de 2009 e atingindo os 69 milhões de euros para os EUA e 23 milhões de euros para o Canadá de janeiro a junho de 2010.

Ao contrário deste dois países as remessas dos emigrantes portugueses na Alemanha registraram uma descida de -6% no período considerado representando um valor de 3,6 milhões de euros a menos, em 2010, relativamente ao primeiro semestre de 2009.

Apesar desta queda das remessas oriundas da Alemanha o total dos valores envidados pelos portugueses residentes no estrangeiro aumentaram nos primeiros seis meses de 2010 de mais de 54 milhões de euros principalmente devido aos valores das transferências provenientes de três países: Suíça, EUA e Canadá.

Não antecipando a situação no final do ano 2010, e sobre base dos últimos dados de setembro, é possível que haja um ligeiro aumento das remessas que os emigrantes portugueses enviam para Portugal em 2010 relativamente a 2009 contrariando a nossa análise anual  de abril passado.

De facto, de janeiro a setembro, o aumento do total das remessas ainda é de +4,2% (relativamente ao mesmo período de 2009) representando mais 71,2 milhões de euros suplementares.

A situação de crise económica mundial, continua a pesar sobre a evolução das remessas que, como já escrevemos em Abril, será o resultado de dois movimentos contrários. Por um lado nota-se os efeitos da diminuição do envio de remessas por causa de dificuldades locais por outro lado o receio de deterioração a médio prazo da situação local implica um aumento das remessas por razões de segurança.

Podemos, no entanto, explicar o aumento das remessas em 2010. Face à situação deteriorada do mercado do trabalho português, junta-se um outro critério a favor do aumento das remessas devido aos novos fluxos de emigração de portugueses que partem para os principais países de emigração histórica no sentido de procurar empregos com rendimentos superiores aos que poderiam esperar em Portugal, ou mais prosaicamente para procurar emprego que não conseguem em Portugal. Este aspecto é muitas vezes citado no caso de pessoas com forte endividamento (empréstimos com casa, caros, ou equipamentos de consumo) e que por razões de desemprego não conseguem assumir os compromissos, escolhendo então a opção migratória para ultrapassar a situação.

Podemos ainda juntar um fenómeno, difícil de avaliar, que será a abertura de oportunidades de investimento em Portugal por parte dos emigrantes. Assim frente à deterioração económica geral de Portugal, criam-se uma série de oportunidades, quer  oportunidades imobiliárias quer oportunidades de negócios (empresas). Estas oportunidades de investimentos juntam-se ao movimento de aumento de remessas a destino de Portugal.

Resumindo esta reflexão, podemos dizer que as dificuldades económicas e sociais continuam de perturbar as lógicas de transferências financeiras, nomeadamente através de novos fluxos migratórios. Trata-se assim de uma adaptabilidade às pressões financeiras suportadas pelos portugueses residentes em Portugal nomeadamente no aspecto "empréstimo de casa". Não descartaria, também, o aspecto "oportunidades de investimento". Estes dois pontos poderão manter ou aumentar as remessas de emigrantes enviadas para Portugal registadas até ao final do ano 2010. No inicio de 2011, indicaremos qual a situação anual.

Por : Jorge Rodrigues Ruivo (jorgeruivo.free.fr)
(28.11.10/Fonte : Luso Planet)

 

Les dernières données de la Banque du Portugal indiquent que les transferts des émigrés reçus au Portugal au cour des six premiers mois de 2010 ont augmenté de 5,3% par rapport à la même période de 2009, représentant une valeur supplémentaire de 54,3 millions d'euros, sur un total de 1,08 milliards d'euros. Sur l'ensemble des principaux pays où vivent les émigrés portugais il se détache deux groupes. Premier avec des variations relativement faibles tantôt positives comme négatives, avec; l'Espagne (+1%), la France (+1.9%), le Luxembourg (- 2,9%), et le Royaume-Uni (+1.9%). Le second groupe est plus symptomatique, il présente de grandes variations entre les deux périodes considérées. Ainsi les envois venant du Canada, des USA et surtout de la Suisse présentent des taux de croissance relativement élevés.

Dans le cas de la Suisse les transferts des émigrés portugais vivant dans ce pays ont augmenté de +20,3% c'est-à-dire plus de 45 millions d'euros pendant les six premiers mois de 2010 par rapport aux six premiers mois de 2009. Cette augmentation est remarquable car elle représente environ 17% du total des transferts envoyés de la Suisse vers le Portugal au cour du premier semestre 2010 c'est-à-dire 267 millions d'euros. Naturellement ce résultat résulte de la nature de l'émigration portugaise en Suisse, qui est principalement temporaire (donc avec un taux d'épargne élevé) mais cela est probablement dû aussi à une augmentation de l'émigration portugaise vers ce pays. Cette réalité confirme que l'émigration portugaise en Suisse est le second plus grand fournisseur de fonds au Portugal après la France.

Le cas des USA et du Canada est le deuxième grand évènement de ce premier semestre 2010. Les transferts envoyé par les émigrés portugais aux USA ont augmenté de +6,4% et du Canada de +16,7%, c'est-à-dire plus de 4,1 millions d'euros pour les USA et plus de 3,3 Millions pour le Canada par rapport à la même période de 2009 et on atteint 69 millions d'euros pour les USA et 23 millions d'euros pour le Canada de janvier à juin 2010.

Au contraire de ces deux pays les transferts des émigrés portugais en Allemagne ont enregistré une baisse de -6% pour la période considérée, représentant une valeur de 3,6 millions d'euros à moins, en 2010, par rapport au premier semestre de 2009.

Malgré cette chute des transferts provenant d'Allemagne le total des montants envoyés par les Portugais résidants à l'étranger ont augmenté au cours des six premiers mois de 2010 de plus de 54 millions d'euros principalement dû aux valeurs des transferts provenant de trois pays : Suisse, USA et Canada.

Sans anticiper la situation à la fin de l'année 2010, et sur la base des dernières données de septembre, il est possible qu'il y ait une légère augmentation des transferts que les émigrés portugais envoient au Portugal en 2010 para rapport à 2009 contrariant ainsi notre analyse annuelle d'avril dernier.

De fait, de janvier à septembre, l'augmentation du total des transferts progresse encore de +4.2% (par rapport à la même période de 2009) représentant plus 71,2 millions d'euros supplémentaires.

La situation de crise économique mondiale, continue à peser sur l'évolution des transferts qui, comme nous l'avons déjà écrit en avril, sera le résultat de deux mouvements contraires. D'une part on notera les effets de la diminution de l'envoi d'argent à cause des difficultés locales (pays d'accueil) d'autre part la crainte de détérioration à moyen terme de la situation locale implique une augmentation des transferts pour raisons de prudence.

Nous pouvons, néanmoins, expliquer l'augmentation des envois en 2010. Face à la situation détériorée du marché du travail portugais, s'ajoute un autre critère en faveur de l'augmentation des transferts dû aux nouveaux flux d'émigration de Portugais qui partent vers les principaux pays d'émigration historique dans le but de chercher des emplois avec des revenus supérieurs à ceux qu'ils pourraient espérer au Portugal, ou plus prosaïquement pour chercher un emploi qu'ils ne réussissent pas à obtenir au Portugal. Cet aspect est très souvent cité dans le cas de personnes avec un fort endettement (emprunts de la maison, voitures, ou équipements de consommation) et qui pour des raisons de chômage ils ne réussissent pas à supporter leurs engagements financiers, choisissant alors l'option de la migration pour essayer de résoudre la situation.

Nous pouvons encore joindre un autre phénomène, difficile à évaluer, qui est l'ouverture d'opportunités d'investissement au Portugal s'ouvrant aux  émigrés. Ainsi face à la détérioration économique générale du Portugal, il se crée une série d'opportunités, soit des opportunités immobilières soit opportunités tournées vers l'entreprise (investissement productif). Ces opportunités d'investissements se joignent au mouvement d'augmentation des transferts à destination du Portugal.

Pour résumer cette réflexion, nous pouvons dire que les difficultés économiques et sociales continuent à perturber les logiques de transferts financiers, notamment à travers de nouveaux flux migrateurs. Il s'agit ainsi d'une adaptabilité aux pressions financières supportées par les Portugais résidants au Portugal notamment sous l'aspect "Emprunts immobilier". Toutefois je ne mettrais  pas non plus de coté l'aspect "opportunités d'investissement". Ces deux points pourraient maintenir ou augmenter les transferts des émigrés envoyés au Portugal et réalisés jusqu'à la fin de l'année 2010. Au début de 2011, nous indiquerons quel a été le résultat de la situation annuelle.

Par : Jorge Rodrigues Ruivo (jorgeruivo.free.fr)
(28.11.10/Source : Luso Planet)

 

Valor das remessas dos emigrantes volta ao mínimo histórico de 2005 La valeur des transferts des immigrés revient au minimum historique de 2005
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Segundo o Banco de Portugal as remessas dos emigrantes recebidas em Portugal durante o ano 2009 baixaram de -8,63% relativamente a 2008 (cerca de -214 Milhões de euros [M€]) a 2,3 mil milhões de euros. Este decréscimo afecta todos principais países com forte população de emigrantes portugueses, apenas as remessas oriundas de Luxemburgo aumentaram de 8% (cerca de 6 milhões de euros). Assim fora o caso do Luxemburgo, as remessas provenientes dos restantes países baixaram entre -0,3% e -28%.

Nos principais países da Europa (Alemanha, Espanha, França, Luxemburgo, Reino Unido e Suíça) as quedas foram em média de -9% de 2008 para 2009.

Canadá, Reino Unido, EUA e Alemanha foram os países cujas remessas mais diminuíram em percentagem, ou seja respectivamente, -26,2%, -24,2%, -25,8% e -18,2%.

Apesar de uma ligeira queda (-2%) a evolução nas remessas vindas de Espanha confirmam a tendência crescente já registada em 2007, colocando, em termos de transferências para Portugal, a Espanha à frente do Luxemburgo e ultrapassando pela primeira vez a Alemanha. Assim em 2009 os nossos compatriotas em Espanha transferiram 123,8M€ para Portugal, contra 82M€ vindo dos emigrantes portugueses no Luxemburgo e 120,8M€ da Alemanha.

França continua o líder do envio de remessas com cerca de mil milhões de euros em 2009, pesando cerca de 40% (38,9%) do total das remessas recebidas em Portugal, mas registando uma queda em 2009 relativamente a 2008 de -9,72%. Esta queda representa 95,6 milhões de euros a menos no total das transferências ou seja mais que a totalidade das transferências oriundas do Reino Unido em todo o ano 2009!

Com estas quedas generalizadas, Portugal recebeu, em 2009, menos 202,8 milhões de euros quando comparado a 2008.

Com a continuação da crise em 2010 que toca principalmente os cidadãos (através do aumento do desemprego nos principais países desenvolvidos), faz esperar que a situação para 2010 continue orientada para o decréscimo das transferências recebidas em Portugal.

A excepção do Canadá (+22%) e da Suíça (+20%) os três primeiros meses de 2010 registaram uma diminuição para todos os restantes países.

Por : Jorge Rodrigues Ruivo (jorgeruivo.free.fr)
(30.05.10/Fonte : Luso Planet)

Selon la Banque du Portugal les transferts des immigrés reçus au Portugal pendant l'année 2009 ont baissés de -8.63% par rapport à 2008 (environ -214 Millions d'euros [M€]) à 2,3 milliards d'euros. Cette diminution affecte tous les principaux pays à forte population d'immigrés portugais, seul les transferts provenant du Luxembourg ont augmentés de 8% (environ 6 millions d'euros). Ainsi en dehors du Luxembourg, les transferts provenant des restants pays ont baissé entre -0,3% et -28%.

Dans les principaux pays d'Europe (Allemagne, Espagne, France, Luxembourg, Royaume-Uni et Suisse) les chutes ont été en moyenne de -9% de 2008 à 2009.

Le Canada, le Royaume-Uni, les USA et l'Allemagne ont été les pays dont les transferts ont le plus diminués en pourcentage, soit respectivement, -26.2%, -24.2%, -25.8% et -18.2%.

Malgré d'une légère chute (- 2%) l'évolution des transferts provenant d'Espagne confirment la tendance croissante déjà enregistrée en 2007, plaçant ainsi le pays, en termes de transferts vers le Portugal, devant le Luxembourg et dépassant pour la première fois l'Allemagne. Ainsi en 2009 nos compatriotes en Espagne ont transféré 123,8M€ vers le Portugal, contre 82M€ venu des immigrés portugais au Luxembourg et 120,8M€ de l'Allemagne.

La France continue à dominer les transferts de fonds avec environ un milliard d'euros en 2009, pesant environ 40% (38,9%) du total des transferts reçus au Portugal, mais on enregistre néanmoins une baisse en 2009 para rapport à 2008 de -9.72%. Cette chute représente 95,6 millions d'euros en moins dans le total des transferts c'est-à-dire plus que la totalité des transferts provenant du Royaume-Uni pour toute l'année 2009 !

Avec ces chutes généralisées, le Portugal a reçu, en 2009, moins 202,8 millions d'euros para rapport à 2008.

Avec la continuation de la crise en 2010 qui touche principalement les citoyens (à travers l'augmentation du chômage dans les principaux pays développés), on s'attend à ce que la situation pour 2010 se maintienne à la baisse pour les transferts reçus au Portugal.

A l'exception du Canada (+22%) et de la Suisse (+20%) les trois premiers mois de 2010 ont enregistré une diminution pour tous les autres pays.

Par : Jorge Rodrigues Ruivo (jorgeruivo.free.fr)
(30.05.10/Source : Luso Planet)

Ligeira descida das remessas dos emigrantes em 2008 Légère baisse des transferts des immigrés en 2008
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Os últimos dados do Banco de Portugal indicam que as remessas dos emigrantes recebidas em Portugal durante os seis primeiros meses de 2009 baixaram de -7,8% relativamente ao mesmo período de 2008, representando uma queda de entradas de 85,6 milhões de euros. Todos os principais países de onde estão radicados os emigrantes portugueses registaram quedas mais ou menos importantes.  Reino Unido, Canadá e Estados Unidos, apresentaram as maiores quedas em percentagem respectivamente : -31%, -29% e -16%.

Note-se que já no ano passado (2008) neste mesmo período, em termos de percentagem as transferências oriundas destes três países já tinham a mesma orientação: Reino Unido (-32,1%), EUA (-26,5%) e Canadá (-24,3%) inscrevendo-se, assim, num rumo de decréscimo contínuo. Naturalmente os efeitos da crise económica e financeira mundial podem explicar uma parte desta situação.

A França registou um decréscimo relativamente importante em percentagem (-10,5%) mas foi o mais importante em valor (-47 Milhões de euros [M€]) visto que as remessas oriundas de França ainda representam cerca de 40% do total das remessas recebidas em Portugal.

Os valores provenientes de do Reino Unido, dos Estados Unidos e da Alemanha também diminuiriam significativamente durante estes primeiros seis meses do ano com respectivamente: -18 M€, -12M€ e -8M€.

Apenas o Brasil e Venezuela registaram aumentos importantes +56% e +32% respectivamente, mas com valores pouco importantes rondando os 2M€.

Com a situação de crise económica mundial, a evolução das remessas será o resultado de dois movimentos contrários. Por um lado os emigrantes vão necessitar de mais liquidez financeira em caso de desemprego ou em caso de antecipação de deterioração das perspectivas financeiras da família o que influi de forma negativa as transferências a destino de Portugal. No sentido contrário, podemos sugerir que, em caso de deterioração agravada da situação no país de acolhimento, o emigrante português preveja de deslocar os seus fundos para o país natal (medida de prudência).

Estes dois movimentos são claramente antagonistas, mas o primeiro é um cenário possível de curto prazo, o segundo é mais catastrófico e assim pode não ser maioritário.

Em conclusão desta curta reflexão podemos prever que as remessas de emigrantes enviadas para Portugal irão registar um decréscimo acentuado até ao final do ano 2009. No inicio de 2010, iremos indicar aqui qual foi o desempenho destas transferências em 2009 relativamente a 2008.

Por : Jorge Rodrigues Ruivo (jorgeruivo.free.fr)
(28.08.09/Fonte : Luso Planet)

Les dernières données de la Banque du Portugal indiquent que les transferts des immigrés reçus au Portugal, au cour des six premiers mois de 2009 ont baissé de -7,8% par rapport à la même période de 2008, représentant une chute des entrées de 85,6 millions d'euros. Tous les principaux pays ou réside la communauté portugaise ont enregistrés des chutes plus ou moins importantes. Le Royaume-Unis, le Canada et les USA, ont montré les lus importants  replis soit respectivement: -31%, -29% e -16%.

Nous noterons que déjà l'année passée (2008) sur cette même période, en pourcentage les transferts provenant de ces trois pays étaient orientés de la même façon: Royaume Unis (-32,1%), USA (-26,5%) et Canada (-24,3%) s'inscrivant, ainsi, sur un tracé de baisse continue. Naturellement les effets de la crise économique et financière peuvent expliquer une partie de cette situation.

La France quant à elle a enregistré une baisse relativement importante en pourcentage (-10,51%) mais elle a été la plus importante em valeur (-47 Millions d'euros [M€]), car les transferts venant de France représentent encore près de 40% du total des transferts reçus au Portugal.

Les valeurs provenant du Royaume Unis, des USA et d'Allemagne ont eux aussi diminué de de manière significative au cour de ces six premiers mois de l'année avec respectivement: -18 M€, -12M€ e -8M€.

Seuls le Brésil et la Venezuela ont montré des augmentations importantes +56% et +32% respectivement, mais pour des valeur peut significatives ; aux alentours de 2M€.

Avec cette situation de crise économique mondiale, l'évolution des transferts sera le résultat de deux mouvements contraires. D'un coté les immigrés vont avoir besoin de liquidités financières en cas de chômage ou en cas de prévision de la détérioration des perspective financières du foyer ce qui influe négativement sur les transferts à destination du Portugal. Dans le sens contraire, nous pouvons suggérer que, en cas de détérioration aigüe de la situation du pays d'accueil, l'émigré portugais peut alors prévoir de déplacer ses fonds vers sont pays natal (mesure de prudence).

Ces deux mouvements sont clairement antagonistes, toutefois le premier s'inscrit dans un scénario de court terme et le second, plus catastrophique, peut ne pas être majoritaire.

En conclusion de cette courte réflexion on peut peut prévoir que les transferts des immigrés à destination du Portugal diminueront d'ici la fin de l'année 2009. Début 2010, nous indiquerons, ici, le comportement qu'ont eu les transferts en 2009 par rapport a 2008.

Par : Jorge Rodrigues Ruivo (jorgeruivo.free.fr)
(28.08.09/Source : Luso Planet)

Ligeira descida das remessas dos emigrantes em 2008 Légère baisse des transferts des immigrés en 2008
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Segundo o Banco de Portugal as remessas dos emigrantes recebidas em Portugal durante o ano 2008 baixaram de -1,17% relativamente a 2007 (cerca de -30 Milhões de euros [M€]). Este decréscimo toca todos principais países com forte população de emigrantes portugueses. Assim fora Espanha que registou um aumento excepcional de +52,8% (+51M€ relativamente a 2007) e Suíça (+2,5% com cerca de 13,6M€ suplementares relativamente a 2007), as remessas provenientes dos restantes países baixaram entre -3% e -24%.

Canadá, Reino Unido e Luxemburgo foram os países cujas remessas mais diminuíram em percentagem, ou seja respectivamente, -24,4%, -20,8% e -17%.

No entanto, em valor, a ordem é diferente. Assim a queda das remessas foi mais importante para Reino Unido; -34M€, França; -30,6M€ e Estados Unidos; -24M€. Canadá, Luxemburgo e Alemanha sofreram quedas entre 19 e 14M€ em 2008 relativamente a 2007.

NOTE-SE que o forte aumento das remessas vindas de Espanha confirmam a tendência já registada em 2007 (estas já tinham aumentado de cerca de 58% relativamente a 2006), colocando, em termos de transferências para Portugal, a Espanha à frente do Luxemburgo e muito perto da Alemanha. Assim em 2008 os nossos compatriotas em Espanha transferiram 126,2M€ para Portugal, contra 76M€ vindo dos emigrantes portugueses no Luxemburgo e 147,6M€ da Alemanha. A médio prazo esta situação é capaz de diminuir o crescimento. Neste período de crise económica generalizada irão confrontar-se duas tendências as dos portugueses que continuam de procurar soluções fora de Portugal emigrando para o país vizinho e os portugueses já presentes que sofrem da importante crise no sector da construção civil e poderão entrar em situações de desemprego.

França continua o líder do envio de remessas com cerca de mil milhões de euros em 2008, pesando cerca de 40% do total das remessas recebidas em Portugal, mas registando uma ligeira queda em 2008 relativamente a 2007 de -2,98%.

Por : Jorge Rodrigues Ruivo (jorgeruivo.free.fr)
(23.02.09/Fonte : Luso Planet)

Selon la Banque du Portugal les transferts des immigrés reçus au Portugal au cour de l'année 2008 ont baissé de -1,17% relativement à 2007 (environ -30 Millions d'euros [M€]). Cette baisse touche tous les principaux pays à forte population d'immigrés portugais. Ainsi en dehors de l'Espangne qui a enregistré une augmentation exceptionnelle de +52,8% (+51M€ relativement à 2007) et la Suisse (+2,5% avec près de 13,6M€ de plus relativement à 2007), les transferts provenant des pays restants ont diminués entre -3% et -24%.

Le Canada, le Royaume-Uni et le Luxembourg sont les pays où les transfert ont le plus baissé en pourcentage, soit respectivement, -24,4%, -20,8% et -17%.

Cependant en valeur, l'ordre est différent. Ainsi la chute des transferts a été plus importante pour le Royaume-Uni; -34M€, la France; -30,6M€ et les Etats Unis; -24M€. La chute pour le Canada, le Luxembourg et l'Alemagne est comprise entre 19 et 14M€ em 2008 relativement à 2007.

NOTONS que la forte augmentation des transferts en provenance d'Espagne confirme la tendance déjà enregistrée en 2007 (Ces transferts avaient déjà augmentés de 58% para rapport à 2006), positionnant, en termes de transferts vers le Portugal, l'Espagne devant le Luxembourg et très près de l'Allemagne. Ainsi nos compatriotes en Espagne ont transférés 147,8M€ vers le Portugal, contre 76M€ provenant des portugais du Luxembourg et 156,2M€ d'Allemagne. A moyen terme cette situation pourrait diminuer en croissance. En cette période de crise économique généralisée, se confronterons deux tendances, celle des portugais qui continue à chercher des solutions en dehors du Portugal émigrant vers le pays voisin et celle da portugais déjà présents qui soufrent de l'importante crise du secteur du BTP et qui pourrons se retrouver en situation de chômage.

La France reste le leader des transferts financiers avec près d'un milliard d'euros en 2008, pesant ainsi environ 40% du total des transferts reçus au Portugal, mais qui enregistre une légère baisse en 2008 para rapport à 2007 de -2,98%.

Par : Jorge Rodrigues Ruivo (jorgeruivo.free.fr)
(23.02.09/Source : Luso Planet)

 

As remessas dos emigrantes baixaram de -5,42% nos primeiros 6 meses de 2008 Les transferts des immigrés baissent de -5,42% sur les 6 premiers mois de 2008
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Segundo o Banco de Portugal as remessas dos emigrantes recebidas em Portugal durante os seis primeiros meses de 2008 baixaram de -5,42% relativamente ao mesmo período de 2007. Esta diminuição representou 65,1 milhões de euros. Estados Unidos, Reino Unido, Suíça e França apresentaram as maiores descidas em volume respectivamente : -28,3M€, -28M€, -16,6M€ e -15,5M€.

Em termos de percentagem as transferências oriundas do Reino Unido (-32,1%), Venezuela (-31%), EUA (-26,5%) e Canadá (-24,3%) foram as mais afectadas.

A França registou um decréscimo relativamente pequeno em percentagem (-3,3%) mas foi o quarto mais importante em valor visto que as remessas oriundas de França ainda representam cerca de 40% do total das remessas recebidas em Portugal.

Por : Jorge Rodrigues Ruivo (jorgeruivo.free.fr)
(05.12.08/Fonte : Luso Planet)

Selon la Banque du Portugal les transferts des immigrés reçus au Portugal pendant les six premiers mois de 2008 ont baissé de -5,42% par rapport à la même période de 2007. Cette diminution s'est élevée à 65,1 millions d'euros. Les Etats Unis, le Royaume-Uni, la Suisse et la France ont
présenté les plus fortes diminutions en volume respectivement :
-28,3M€, -28M€, -16,6M€ e -15,5M€.

En termes de pourcentages les transferts provenant du Royaume-Uni (-32,1%), du Venezuela (-31%), des USA (-26,5%) et du Canada (-24,3%) ont été les plus touchés.

La France a enregistré une diminution relativement petite en pourcentage (-3,3%) mais elle a été la quatrième la plus importante en volume du fait que les transferts provenant de France représentent environ encore 40% , du total des transferts reçus au Portugal.

Par : Jorge Rodrigues Ruivo (jorgeruivo.free.fr)
(05.12.08/Source : Luso Planet)

 

As remessas dos emigrantes voltaram a aumentar em 2007 Les transferts des immigrés ont de nouveau augmenté en 2007
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Segundo o Banco de Portugal as remessas dos emigrantes recebidas em Portugal durante o ano 2007 aumentaram de +7,37% relativamente a 2006. Este aumento representou mais de 178 milhões de euros suplementares. França, Suíça e Reino Unido foram os que mais cresceram em volume, com respectivamente 47,3M€, 15,5M€ e 12,6M€ a em 2007 relativamente a 2006.

Em termos de percentagem as transferências oriundas da Venezuela (+76,8%), Espanha (+57,9%) e Luxemburgo (13,7%) foram a que mais cresceram.

Ao contrario apenas as remessas vindas dos EUA e do Brasil registaram um decréscimo respectivamente de -9,3% e -5,6%. Muito provavelmente afectados pelo crescimento da diferença de câmbio entre o Euro e as zonas dólar.

NOTE-SE o forte aumento das remessas vindas de Espanha. Em 2007 estas aumentaram de cerca de 58% relativamente a 2006. colocando pela primeira vez a Espanha à frente do Luxemburgo em termos de transferências para Portugal. Assim em 2007 os nossos compatriotas em Espanha transferiram 97,6 M€ para Portugal, contra 93M€ vindo dos emigrantes portugueses no Luxemburgo. Esta situação deveria continuar. Vistos os movimentos de populações portuguesas para Espanha para lá  trabalhar e residir, pode-se prever que as remessas oriundas de Espanha irão continuar a curto prazo. Segundo um artigo do Jornal de Notícias de 03/03/08, "O número de portugueses a residir em Espanha cresceu 40,43% no último ano[2007]. Ao todo, no país vizinho residem, agora, 101 818 mil portugueses".

França continua o líder do envio de remessas ultrapassando os mil milhões de euros em 2007, pesando cerca de 40% do total das remessas recebidas em Portugal.

Por : Jorge Rodrigues Ruivo (jorgeruivo.free.fr)
(03.03.08/Fonte : Luso Planet)

 

Selon la Banque du Portugal les transferts des immigrés reçus au Portugal en 2007 ont augmenté de +7,37% relativement à 2006. Cette augmentation a représenté plus de 178 millions d'euros supplémentaires. La France, la Suisse et le Royaume-Uni ont été ceux qui ont augmenté le plus en volume, avec respectivement 47,3M€, 15,5M€ et 12,6M€ dans 2007 à l'égard 2006.

En termes de pourcentage les transferts venant du Venezuela (+ 76,8%), d'Espagne (+ 57,9%) et du Luxembourg (13.7% ils) sont ceux qui ont le plus cru.

A l'inverse seuls les transferts venant des USA et du Brésil ont enregistré une diminution respectivement de -9.3% et -5,6%. Très probablement affecté par la croissance de la différence de change entre l'Euro et les zones dollar.

NOTONS la forte augmentation des transferts provenant d'Espagne. En 2007 ceux-ci ont augmenté d'environ 58% par rapport à 2006. L'Espagne se place, désormais, pour la première fois  devant Luxembourg en termes de transferts envoyés au Portugal. Ainsi en 2007 nos compatriotes en Espagne ont transféré 97.6 M€ vers le Portugal, contre 93M€ venu des immigrés portugais du Luxembourg. Cette situation devrait perdurer. Vus les mouvements de populations portugaises à destination de l'Espagne pour y travailler et y habiter, nous pouvons prévoir que les transferts financiers originaires d'Espagne continueront à court terme. Selon un article du Jornal de Notícias du 03/03/08, "le nombre de Portugais résidant en Espagne a augmenté de 40,43% l'année dernière[2007 ]. En tout, dans le pays voisin habitent, maintenant, 101.818 mille Portugais ".

La France reste le leader des transferts financiers dépassant le milliard d'euros en 2007, pesant ainsi environ 40% du total des transferts reçus au Portugal.

Par : Jorge Rodrigues Ruivo (jorgeruivo.free.fr)
(03.03.08/Source : Luso Planet)

 

As remessas dos emigrantes recebidas em Portugal registaram um aumento de 6,3% em 2006 Les transferts des immigrés reçus au Portugal ont enregistré une augmentation de 6,3% en 2006

Segundo os últimos dados do Banco de Portugal as remessas dos emigrantes recebidas em Portugal em 2006 registaram um aumento de 6,27% relativamente a 2005. Estas passaram de 2,28 mil milhões de euros em 2005 para 2,42 mil milhões de euros no ano passado. Os principais países da emigração portuguesa registaram um aumento. Apenas dois países baixaram no valor das remessas transferidas : o Canadá (-6,56%) e o Brasil (-7,66%).  O aumento foi significativo em percentagem para três países do painel : Venezuela (37,61%), Espanha (19,89%) e Luxemburgo (17,64%). Apesar de ser o maior aumento em percentagem o valor suplementar em 2006 representa apenas 2,3 milhões de euros. Em valor os montantes transferidos foram mais importantes do lado do Luxemburgo, com 12,3 milhões de euros suplementares em 2006, do que os fundos oriundos de Espanha com 10,3 milhões de euros a mais em 2006 do que em 2005. França que continua o maior contribuidor de remessas para Portugal registou um aumento das transferências de +7,69% em 2006 representando um acréscimo de 69,9 milhões de euros em 2006 isto num total de remessas de 978,8 milhões de euros recebidas em Portugal por parte dos emigrantes portugueses radicados em França (40,4% do total global).

Este aumento das remessas transferidas para Portugal vêm estabilizar a tendência de baixa registada desde 2001. Lembramos que nesse ano os montantes transferidos atingiram um máximo de 3,7 mil milhões de euros.

A resistência à tendência de queda das remessas dos emigrantes pode ter várias explicações uma delas como foi explicado no livro "Portugais et population d'origine portugaise en France", tem a ver com o envelhecimento dos emigrantes (regressos com venda do património) mas também pode ter a ver com os recentes movimentos de novos casos de emigração mais fácil para o país vizinho, mas ainda para países como Luxemburgo ou ainda a Suíça, sem esquecer naturalmente a França !

Por : Jorge Rodrigues Ruivo (jorgeruivo.free.fr)
(05.03.07/Fonte : Luso Planet)

 

Selon la Banque du Portugal les transferts des immigrés reçus au Portugal en 2006 ont enregistré une augmentation de 6,27% par rapport à 2005. Ceux-ci sont passé de 2,28 milliards d'euros en 2005 à 2,42 milliards d'euros l'année dernière. Les principaux pays d'émigration portugaise ont enregistré une augmentation. Seul deux pays ont vu baisser la valeur des transfers : le Canada (-6,56%) et le Brésil (-7,66%). L'augmentation a été significative en pourcentage pour trois pays du panel : le Venezuela (37.61%), l'Espagne (19.89%) et le Luxembourg (17.64%). Malgré que ce soit la plus forte augmentation en pourcentage la valeur supplémentaire transférée en 2006 ne représente que  2,3 millions d'euros. En valeur les sommes transférées ont été plus importantes du côté du Luxembourg, avec 12,3 millions d'euros supplémentaires en 2006, que les fonds originaires d'Espagne avec 10,3 millions d'euros de plus en 2006 qu'en 2005. La France qui maintien sa position de plus gros contribuable de transferts de fonds vers le Portugal enregistre une augmentation de +7,69% en 2006 représentant un montant supplémentaire de 69,9 millions d'euros en 2006 ceci sur un total de virements de 978,8 millions d'euros reçus au Portugal de la part des immigrés Portugais résidents en France (40,4% du total global).

Cette augmentation des transferts vers le Portugal vient stabiliser la tendance baissière enregistrée depuis 2001. Rappelons que cette année là les sommes transférées ont atteint un maximum de 3,7 milliards d'euros.

La résistance à la tendance de baisse des transferts des immigrés peut avoir plusieurs explications une d'entre elles, comme il est expliquée dans le livre "Portugais et population d'origine portugaise en France", tient au  vieillissement des immigrés (retours avec vente du patrimoine) mais cela peut aussi se rapporter aux récents mouvements de nouveaux cas d'émigration plus facile vers le pays voisin, mais encore vers des pays comme le Luxembourg ou encore la Suisse, sans oublier naturellement la France !

Par : Jorge Rodrigues Ruivo (jorgeruivo.free.fr)
(05.03.07/Source : Luso Planet)

 

2005 : As remessas dos emigrantes recebidas em Portugal baixaram de cerca de 40% em 5 anos! 2005 : Les transferts des immigrés reçus au Portugal ont baissé de 40% en 5 ans!
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Segundo o Banco de Portugal as remessas dos emigrantes recebidas em Portugal em 2005 baixaram de -39% relativamente a 2001. Estas passaram de 3,74 mil milhões de euros em 2001 para 2,27 mil milhões em 2005. A queda foi maior na passagem para a instauração do euro, ou seja -25% de 2001 para 2002. Esta acentuou-se de novo de 2004 para 2005 de -7%. Todos os principais países de emigração registaram uma descida das transferências em média de -9,3% em 2005. Apenas se registou um aumento de cerca de 35% das remessas provenientes do Brasil mas em volume muito modestos (menos de 1% das remessas oriundas de França). No que respeita à análise por país, constatamos que os fundos provenientes de França continuam a representar 40% do total dos montantes recebidos em Portugal. Seguem a Suiça (22,8%), os EUA (9,6%), a Alemanha (7,2%), o Reino Unido (6,5%), Canadá (3,2%), Luxemburgo (3%), Espanha (2,3%), Brasil (0,4%) e Venezuela com cerca de 0,3%. Os fundos oriundos da UE representam cerca de 61% do total, e considerando a OCDE a percentagem atinge os 97%. A tendência é clara. As remessas dos emigrantes continuam a diminuir só em 2005 Portugal recebeu menos 165 milhões de euros de remessas que em 2004. Esta tendência parece estar para durar, tal como prevíamos no livro "Portugais et population d'origine portugaise en France" !

Por : Jorge Rodrigues Ruivo (jorgeruivo.free.fr)
(11.05.06/Fonte : Luso Planet)

Selon la Banque du Portugal les transferts des immigrés reçus au Portugal en 2005 ont baissé de -39% par rapport à 2001. Ceux-ci sont passé de 3,74 milliards d'euros en 2001 à 2.27 milliards en 2005. La chute a été plus importante lors du passage à l'euro, elle a été de -25% de 2001 à 2002. Celle-ci s'est accentuée à nouveau de 2004 à 2005 de -7%. Tous les principaux pays d'émigration ont enregistré une descente des transferts en moyenne de -9.3% en 2005. La seule augmentation enregistrée est due aux transferts provenant du Brésil avec une hausse d'environ 35% mais dans un volume très modeste (moins de 1% des envois originaires de France). En ce qui concerne l'analyse par pays, nous constatons que les fonds provenant de France représentent encore 40% du total des sommes reçues au Portugal. Ils sont suivis par la Suisse (22.8%), les E.U.A. (9.6%), l'Allemagne (7.2%), le Royaume-Uni (6.5%), le Canada (3.2%), le Luxembourg (3%), l'Espagne (2.3%), le Brésil (0,4%) et le Venezuela avec environ 0.3%. Les fonds originaires de l'UE représentent environ 61% du total, en élargissant à l'OCDE le pourcentage atteint les 97%. La tendance est claire. Les envois des immigrés continuent de diminuer rien qu'en 2005 le Portugal a reçu moins 165 millions d'euros de transferts qu'en 2004. Cette tendance semble être là pour durer, telle que nous l'avions prévu dans le livre "Portugais et population d'origine portugaise en France" !

Par : Jorge Rodrigues Ruivo (jorgeruivo.free.fr)
(11.05.06/Source : Luso Planet)

As remessas dos emigrantes baixaram de -6,7% nos primeiros 6 meses de 2005 Les transferts des immigrés baissent de -6,7% sur les 6 premiers mois de 2005

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Segundo o Banco de Portugal as remessas dos emigrantes recebidas em Portugal durante os seis primeiros meses de 2005 baixaram de -6,7% relativamente ao mesmo período de 2004. esta diminuição representou 74 milhões de euros. Reino Unido, Alemanha e França apresentaram as maiores descidas em volume respectivamente : -15,6M€, -11,5M€ e -9,6M€.

Em termos de percentagem as transferências oriundas de Espanha (-20,6%), Reino Unido (-16,9%), EUA (-16,9%) e Alemanha (-12,8%) foram as mais afectadas.

A França registou um decréscimo relativamente pequeno em percentagem mas foi o terceiro mais importante em valor. A razão é simples : as remessas oriundas de França ainda representam cerca de 40% do total das remessas recebidas em Portugal!

Por : Jorge Rodrigues Ruivo (jorgeruivo.free.fr)
(01.09.05/Fonte : Luso Planet)

Selon la Banque du Portugal les transferts des immigrés reçus au Portugal pendant les six premiers mois de 2005 ont baissé de -6.7% par rapport à la même période de 2004. Cette diminution s'est élevée à 74 millions d'euros. Le Royaume-Uni, l'Allemagne et la France ont
présenté les plus fortes diminutions en volume respectivement : -15,6M€, -11,5M€ et -9,6M€.

En termes de pourcentages les transferts provenant d'Espagne (-20.6%), du Royaume-Uni (-16.9%), des E.U.A. (-16.9%) et d'Allemagne (-12.8%) ont été les plus touchés.

La France a enregistré une diminution relativement petite en pourcentage mais elle a été la troisième la plus importante en volume. La raison en est simple : les transferts provenant de France représentent encore 40% environ, du total des transferts reçus au Portugal !

Par : Jorge Rodrigues Ruivo (jorgeruivo.free.fr)
(01.09.05/Source : Luso Planet)

2,4 mil milhões de Euros : é o total das transferências enviadas pelos emigrantes portugueses em 2004 2,4 miliards d'Euros : c'est le total des transferts envoyés par
les immigrés portugais en 2004

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Apesar de terem iniciado um rumo decrescente desde 2001, as remessas dos emigrantes portugueses  recebidas em Portugal ainda representam cerca de 1,5% do PIB do país (135 mil milhões de euros). Em termos de depósitos, em Dezembro 2004, os emigrantes tinham 9,2 mil milhões de euros depositados nos bancos em Portugal o que representa cerca de 12% do total dos depósitos bancários do particulares em Portugal. Desde o ponto mais alto em 2001 o total das remessas parece ter atingido um patamar de cerca de 2,4 mil milhões de euros em 2003 e 2004, ou seja uma queda de cerca de -35% em 3 anos.

Segundo os estudos é muito provável que essa queda se acentue nos próximos anos por razões evidentes de envelhecimento das populações emigradas e na perspectiva de que a emigração portuguesa continue com volumes baixos. Em 2003 ainda foram registados em Portugal um pouco mais de 27 mil casos de emigração, dos quais 94% a destino dos países da Europa. A França permanece principal o país de acolhimento dos emigrantes portugueses. Quase cada um em três casos de emigração para a Europa tiveram como destino a França (27,4%).

Esta situação apoia o facto que existe ainda algum dinamismo nas transferências dos emigrantes portugueses em França. Assim, em 2004, as transferências oriundas de França foram umas das raras que registaram um aumento (+9%), limitando também  mais uma queda das transferências totais. Fora a França, apenas as transferências provenientes da Suíça e do Reino Unido conseguiram manter os volumes do ano passado com respectivamente +3% e +2%. Alemanha, Espanha e Luxemburgo registaram as mesmas descidas relativas, ou seja, -13% de 2003 para 2004. Dos países da Europa a França representa 63,4% (2004) do total das remessas recebidas. Relativamente ao total, os emigrantes portugueses em França ainda enviam cerca de 40% do total das transferências (39,5% em 2004).

Em termos internacionais, fora a Europa, são os portugueses radicados nos EUA que são os maiores contribuidores com 232 milhões de euros de transferências em 2004 representando 9,5% do total. No entanto estes montantes estão em queda de -15% relativamente a 2003. As remessas oriundas dos outros principais países como Brasil, Venezuela e Canadá também registaram quedas consequentes em 2004 relativamente a 2003 :  Brasil ; -31%, Venezuela ; -23% e Canadá -11%. Podemos ainda notar que no agregado "Resto do Mundo" as transferências registaram um aumento significativo +30%. Levando este total ao nível das remessas provenientes dos emigrantes portugueses radicados no Canadá (cerca de 72 milhões de euros em 2004). O carácter "económico" da emigração portuguesa pode ser apoiado por este indicador : 97% das remessas chegadas a Portugal em 2004 são oriundas de países da OCDE. (Fontes: Banco de Portugal e INE)
Por : Jorge Rodrigues Ruivo (jorgeruivo.free.fr)
(16.03.05/Fonte : Luso Planet)

 Malgré le fait d'avoir initié une descente depuis 2001, les transferts des immigrés portugais reçus au Portugal représentent encore environ 1.5% du PIB du pays (135 milliards d'euros). Dans des termes de dépôts, en décembre 2004, les immigrés avaient 9,2 milliards d'euros déposés dans les banques au le Portugal ce qui représente environ 12% du total des dépôts bancaires des particuliers au Portugal. Depuis le point le plus haut en 2001 le total des transferts semble avoir atteint un palier d'environ 2.4 milliards d'euros de 2003 à 2004, c'est-à-dire une chute d'environ -35% en 3 ans.

Selon les études il est très probable que cette chute s'accentue dans les prochaines années pour des raisons évidentes de vieillissement des populations émigrées, dans la perspective que l'émigration portugaise continue avec des volumes bas. En 2003 on a encore enregistré, au le Portugal, un peu plus de 27 mille cas d'émigration, parmi lesquels 94% à destination des pays d'Europe. La
France reste le principale pays d'accueil des immigrés portugais. Presque un cas d'émigration sur trois vers l'Europe ont eu comme destination la France (27.4%).

Cette situation explique le fait qui existe encore un certain dynamisme dans les transferts des immigrés portugais en France. Ainsi, en 2004, les transferts originaires de France ont été parmi les rares qui ont enregistré une augmentation (+ 9%), limitant aussi une chute des transferts totaux. En dehors de la France, seul les transferts provenant de la Suisse et du Royaume-Uni ont réussi à maintenir
les volumes de l'année passée avec respectivement + 3% et + 2%. L'Allemagne, l'Espagne et le Luxembourg ont enregistré le mêmes descentes
relatives, à savoir, -13% de 2003 à 2004. Des pays d'Europe la France représente à elle seule  63,4% (2004) du total des transferts reçus. En ce qui concerne le  total, les immigrés portugais en France envoient encore, environ, 40% du total des transferts (39,5% dans 2004).

En termes internationaux, et excepté l'Europe, les Portugais résidant aux USA sont les plus gros contribuables avec 232 millions d'euros de transferts dans 2004, représentant 9,5% du total. Néanmoins ces montants sont en chute de
-15% para rapport à 2003. Les transferts originaires des autres principaux
pays comme le Brésil, le Venezuela et le Canada ont également enregistré des
chutes conséquentes en 2004 relativement à  2003 : le Brésil ; -31%, le Venezuela ; -23% et le Canada -11%. Nous pouvons encore remarquer que dans l'agrégat "Reste du Monde" les transferts ont enregistré une augmentation significative + 30%. Ce total a atteint le niveau des
transferts provenant des émigrants portugais résidant au Canada (environ 72 millions d'euros dans 2004). Le caractère "économique"de l'émigration portugaise peut être soutenu par cet indicateur :
97% des transferts unilatéraux vers le Portugal en 2004 sont originaires des pays
de l'OCDE.
(Sources: Banco de Portugal e INE)
Par : Jorge Rodrigues Ruivo (jorgeruivo.free.fr)
(16.03.05/Source : Luso Planet)

Depósitos dos emigrantes em Portugal em risco Risque sur les dépots bancaires des immigrés au Portugal
As poupanças dos emigrantes representam 8% da base de depósitos e correm o risco de sair de Portugal.

A Directiva da Poupança, que obrigará a banca a colaborar com as autoridades fiscais, no sentido de os depositantes de outros países serem taxados nas suas poupanças, pode ter repercussões significativas no sistema bancário nacional, pela via dos depósitos dos emigrantes.

Segundo dados do Banco de Portugal, os depósitos de emigrantes em bancos nacionais totalizavam 9,720 mil milhões de euros no final de Junho último, montante que equivale a perto de 8% do total dos depósitos existentes no sistema financeiro nacional.

O alerta foi lançado pelo presidente da Associação Portuguesa de Bancos, João Salgueiro, que considera que a opção feita por Portugal no âmbito desta directiva, pode pôr em perigo os depósitos de estrangeiros em Portugal, que em boa parte correspondem a poupanças de emigrantes.

Salgueiro considera que Portugal fez a opção errada ao adoptar de forma directa a directiva. Inversamente, considera que deveria ter seguido o exemplo de outros países – como a Bélgica, o Luxemburgo ou a Áustria – de optar por garantir na origem uma taxa mínima de imposto.

«Acho que Portugal deveria também ter feito essa opção. O que esses países se comprometeram foi a ter uma mínimo de tributação, e isso nós já temos, cobramos logo 20% à cabeça [sobre os rendimentos de juros]. A poupança que está colocada em Portugal por não residentes é gigantesca», disse o presidente da APB.

«A decisão de o sector financeiro português passar a colaborar com as autoridades fiscais dos outros países pode ter consequências graves. Nós temos uma relação histórica muito pesada com os emigrantes, que pode vir a ser alterada com esta medida, que foi tomada sem pensar nas consequências. Esta directiva obriga a passar os elementos para as autoridades fiscais dos países onde os emigrantes residem, para serem tributados lá, em vez de cá».

Esta directiva vem tornar mais efectiva a cobrança de imposto sobre os rendimentos de capitais, uma vez que, até aqui, a exigência de pagar imposto já existia, mas não era aplicada de forma eficaz. No que respeita aos depósitos de emigrantes, como noutros casos, a declaração do rendimento obtido no exterior ficava ao critério do contribuinte.

Depósitos no estrangeiro também afectados
A par com as alterações que esta directiva implica para os depósitos de não residentes em Portugal, também os portugueses com poupanças depositadas no exterior vão ver alterações – uma vez que as instituições onde têm essas poupanças vão fornecer às autoridades nacionais informação sobre o rendimento que obtiveram.

Segundo os especialistas do mercado, e entrada em vigor da Directiva da Poupança, prevista para Junho de 2005, deverá levar a generalidade dos bancos portugueses a transferirem os depósitos dos seus clientes particulares sedeados em paraísos fiscais da União Europeia, como as Ilhas Cayman ou o Lichtenstein, para ‘offshores’ localizados fora do espaço europeu, como as Bahamas ou o Panamá. Também as aplicações localizadas na Suíça, destino de fundos de muitos clientes do ‘private banking’ nacional, vão passar a estar sujeitos ao escrutínio fiscal possibilitado pela legislação comunitária, já que o Estado helvético já aceitou sujeitar-se à directiva.

Menor afluência de poupanças dos emigrantes
Os volumes de entradas de poupanças de emigrantes no sistema bancário nacional tem vindo a diminuir nos últimos anos, em especial depois do lançamento da moeda única. Todavia, continuam a constituir uma fatia significativa da base de depósitos da banca.

Além dos depósitos de emigrantes, que na Balança de Pagamentos portuguesa equivale a depósitos de residentes, existe todavia uma fatia ainda elevada de depósitos de outros entidades não residentes, que soma mais de 18 mil milhões de euros e que tem inclusive vindo a aumentar nos últimos anos, não só em termos absolutos como em percentagem do total dos depósitos.
(21.09.04/Fonte : Diário Económico)
L'épargne des immigrés [portugais] représentent 8% da la base des dépôts et courent le risque de sortir du Portugal.

La Directive de l'Épargne, qui obligera la banque à collaborer avec les autorités fiscales, dans le sens où les déposants d'autres pays doivent être taxée dans leurs épargnes, peut avoir des répercussions significatives sur le système bancaire national, via les transferts des immigrés.

Selon des données de la Banque du Portugal, les dépôts des immigrés dans des banques nationales totalisaient 9.720 milliards d'euros à la fin de juin dernier, montant qui équivaut près de 8% du total des dépôts existants dans le système financier national.

L'alerte a été lancée par le président de l'Association Portugaise de Banques, João Salgueiro, qui considère que l'option faite par le Portugal dans le contexte de cette directive, peut mettre en péril les dépôts des étrangers au Portugal, qui, en bonne partie, correspondent à l'épargne des immigrés.

Salgueiro considère que le Portugal a fait l'option erronée à en adoptant directement la directive. Inversement, il considère qu'il aurait du suivre l'exemple d'autres pays - comme la Belgique, le Luxembourg ou l'Autriche - et opter pour garantir à l'origine un taux minimum d'impôt.

"Je trouve que le Portugal aurait du aussi  prendre cette option. Ce que ces pays se sont compromis a été d'avoir un minimum d'imposition, et cela nous l'avons déjà, nous prélevons immédiatement 20% à la source [ sur les revenus d'intérêts ]. L'épargne qui est placée au Portugal par des non résidents est gigantesque ", a dit le président de APB.

"La décision que le secteur financier portugais doive commencer à collaborer avec les autorités fiscales des autres pays peut avoir des conséquences graves. Nous avons une relation historique très longue avec les immigrés, qui pourra être remise en cause par cette mesure, qui a été prise sans penser aux conséquences. Cette directive oblige à passer les éléments aux autorités fiscales des pays où les immigrés habitent, pour être taxé là-bas, au lieu d'ici ".

Cette directive vient rendre plus effective le recouvrement de l'impôt sur les revenus de capitaux, car, jusqu'ici, l'exigence de payer l'impôt existait déjà, mais n'était pas appliquée de manière efficace. En ce qui concerne les dépôts des immigrés, comme dans d'autres cas, la déclaration des revenus obtenus à l'extérieur était du ressort du contribuable.

Les dépôts à l'étranger sont aussi affectés
En simultané avec les modifications que cette directive implique pour les dépôts des non résidents au Portugal, les Portugais avec de l'épargne placée à l'extérieur vont, eux aussi, connaître des modifications - vu que les institutions où ils ont cette épargne vont fournir aux autorités nationales des informations sur les revenus qu'ils ont obtenus.

Selon les spécialistes du marché, l'entrée en vigueur de la Directive sur l'Épargne, prévue pour que juin 2005, devra pousser la plupart des banques portugaises à transférer les dépôts de leurs clients particuliers localisés dans des paradis fiscaux de l'Union européenne, comme les Îles Cayman ou le Lichtenstein, ver des "offshores" localisés à l'extérieur de l'espace européen, comme le Bahamas ou le Panama. Les applications localisées en Suisse, destination de fonds de beaucoup de clients du "private banking" 'nationale, vont commencer eux aussi à être sujets au regard  fiscal rendu possible par la législation communautaire, depuis l'État helvétique a accepté de se soumettre à la directive.

Moindre abondance d'épargne des immigrés
Les volumes d'entrées de l'épargne des immigrés dans le système bancaire national est en diminution ces dernières années, en particulier après le lancement de la monnaie unique. Néanmoins ils, continuent à constituer une tranche significative de la base de dépôts du système bancaire

Outre les dépôts des immigrés, qui dans la Balance de Paiements portugaise équivalent aux dépôts de résidents, il existe néanmoins une tranche encore élevée de dépôts d'autres entités non résidentes, qui représente plus de 18 milliards d'euros et qui a même augmenter ces dernières années, non seulement en termes absolus mais aussi en pourcentage du total des dépôts.
(21.09.04/Source : Diário Económico)
2003 : Remessas de emigrantes caem mais de 30% nos últimos dois anos 2003 : Les transferts des immigrés tombent de plus de 30% ces deux dernières années

Em sintonia com o que está exposto no livro, as remessas estão em fase descendente e o movimento deverá continuar a médio-longo prazo. Note-se que no caso da França o decréscimo ascendeu a -40,8% de 2001 para 2003.

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As remessas dos emigrantes estão a cair a pique. Em 2003, estas transferências de fundos diminuíram 12,2% face ao ano anterior. Contabilizando os dois últimos anos, as remessas enviadas pelos portugueses que trabalham fora do país baixaram mais de 30%. De acordo com os últimos dados disponibilizados pelo Banco de Portugal, o total de remessas enviadas no ano passado atingiu os 2496,7 milhões de euros, o valor mais baixo dos últimos oito anos. Em 2001 tinha sido alcançado o pico máximo nestas transferências, ou seja, 3736,8 milhões de euros. De então para cá, houve uma redução no envio de remessas por parte dos emigrantes que se situou em quase um terço do máximo atingido em 2001.

(...)


A redução das remessas prende-se igualmente com alterações de comportamento das novas gerações de emigrantes, que optam por colocar as suas poupanças em off-shores, ou aplicam os seus recursos no país de residência. Por outro lado, com euro e o desaparecimento das diferenças cambiais, era igualmente previsível a descida no envio de remessas, uma vez que alguns ganhos cambiais constituíam um incentivo ao envio.
(02.03.04/Fonte : Diário de Notícias)

Corroborant les affirmations exposées dans le livre, les transferts sont dans une phase descendante et le mouvement continuera à moyen-long terme. Notons que dans le cas de la France la diminution a atteint  -40.8% de 2001 à 2003.

Les transferts des immigrés sont en train de tomber à pic. En 2003, ces transferts de fonds ont diminué de 12,2% par rapport à l'année précédente. En comptabilisant les deux dernières années, les transferts envoyés par les Portugais qui travaillent en dehors du pays ont baissés de plus de 30%. Conformément aux dernières données disponibilisées par la Banque du Portugal, le total des transferts envoyés l'année dernière a atteint les 2496.7 millions d'euros, la valeur le plus basse depuis ces dernières huit années. 2001 avait été atteint un sommet maximum de ces transferts, culminant à 3736.8 millions d'euros. Depuis, il y a eu une réduction continue des transferts de la part des immigrés se situant à environ un tiers du maximum atteint dans 2001.

(...)

La réduction des transferts est due également aux modifications de comportement des nouvelles générations d'immigrés, qui optent pour un placement leurs économies dans des produits financiers"off-shores", ou appliquent leurs revenus dans leur pays de résidence. D'autre part, avec euro et la disparition des différences change, cette situation de diminution des transferts étaient également prévisible, vu que certains profits de change constituaient une incitation au transferts de fonds.(02.03.04/Fonte : Diário de Notícias)

Emigração portuguesa aumenta 33% em 2002 L'émigration portugaise augmente de 33% en 2002

Segundo o Inquérito aos Movimentos Migratórios de Saída (IMMS), em Portugal, no ano de 2002 emigraram cerca
de 27 mil indivíduos, valor superior em 32,9% ao ano anterior.
Os dados do IMMS contemplam tanto os emigrantes permanentes (indivíduos que deixaram o país por um período
superior a um ano ) como os temporários (indivíduos que se ausentaram por um período igual ou inferior a um
ano) e, pode constatar-se que o aumento registado foi, em termos absolutos, muito semelhante mas, em termos
relativos, revelou-se maior na emigração de carácter permanente (cerca de 53%) do que na de carácter
temporário (cerca de 25%).

À semelhança dos anos anteriores, a França e a Suíça mantêm-se na liderança dos principais países de destino
da emigração portuguesa. No ano de 2002 assistiu-se, contudo, ao aparecimento da Espanha como principal país
de preferência para os indivíduos que emigraram (o terceiro) e à acentuada perca de importância da Alemanha
como país de destino dos emigrantes. O mesmo se verificou, ainda que em menor escala, com o Brasil e com o
Luxemburgo – o primeiro reapareceu como país de destino e o segundo perdeu importância relativa.
No seu conjunto, os três principais países de destino dos indivíduos que emigraram em 2002, Suíça, França e
Espanha, acolheram cerca de 63% do total da emigração. (Fonte "Destaque", INE, 17 Junho 2003)

Selon l'enquête sur les mouvements migratoires de sortie (Inquérito aos Movimentos Migratórios de Saída  - IMMS) réalisé, au Portugal, en 2002 ont émigré environ 27 mille individus, un chiffre de 32,9% supérieur à celui de l’année précédente.

Les données de l’IMMS se rapportent tant aux immigrés permanents (personnes qui ont quitté le pays pour une durée supérieure à un an) qu’aux immigrés temporaires (personnes qui ont quitté le pays pour une durée inférieure ou égale à un an) et on peut noter que l’augmentation, en termes absolus, a été semblable pour les deux types d’émigration, par contre elle révélée bien plus importante pour l’émigration de type permanent (environ +53%) que celle a caractère temporaire (environ +25%).

A l’image de ce qu’on a pu constater les année antérieures, la France et la Suisse se maintiennent en première place des pays de destination de l’émigration portugaise. En 2002, nous avons, toutefois, assisté à l’arrivée de l’Espagne comme principal pays de destination des individus qui émigrent (en troisième position) et à la diminution de l’importance de l’Allemagne comme pays de destination. Nous avons enregistré le même type de mouvements, à une moindre échelle, pour des pays comme le Brésil ou le Luxembourg – le premier qui est redevenu un pays de destination et le second qui perd de son importance.

Dans l’ensemble les trois principaux pays de destination des personnes qui ont émigré en 2002, à savoir la Suisse, la France et l’Espagne, ont accueilli environ 63% du total de l’émigration.(Source "Destaque", INE, 17 juillet 2003)

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Remessas de emigrantes atingem 9,3 milhões de euros por dia Les transferts des immigrés atteignent 9,3 millions d'euros par jour

Os Portugueses residentes no estrangeiro enviaram para Portugal 9,3 milhões de euros diários nos primeiros nove meses do ano, uma quebra de 10,8 por cento em relação a igual período de 2001, referem dados do Banco de Portugal hoje divulgados. Agência Lusa de 9/12/02 - Ler o comunicado

Les Portugais résident à l'étranger ont envoyé au Portugal 9,3 millions d'euros para jour au cours des neuf premiers mois de l'année, une chute de 10,8 pour cent para rapport à la même période de 2001, selon les données de la Banque du Portugal divulguées aujourd'hui. Agência Lusa du 9/12/02 - Lire le communiqué

A segunda geração compreende o português La seconde  génération comprend le portugais

Se bem que cerca da metade dos filhos de casais de emigrantes declaram as duas línguas como línguas maternas, 97%dos jovens de origem portuguesa declaram compreender o português e 84% afirmam ser capaz de o falar.

Bien que près de la moitié des enfants de couples immigrés déclarent les deux langues comme langues maternelles, 97% de jeunes d'origine portugaise déclarent comprendre le portugais et 84% se disent capables de le parler.

Os jovens lêem a imprensa portuguesa Les jeunes lisent la presse portugaise

"No caso dos jovens (20-29 anos), o INED nota uma atracção para a imprensa editada em língua portuguesa nos que declaram "saber ler bem ou muito bem" o português. De facto 75% dos jovens Portugueses (20-29 anos) são leitores da imprensa portuguesa distribuída em França."

"Dans le cas des jeunes (20-29 ans), l'INED constate une attraction pour la presse éditée en langue portugaise chez ceux qui déclarent "savoir lire bien ou très bien" le portugais. En effet 75% des jeunes Portugais (20-29 ans) sont lecteurs de la presse portugaise distribuée en France."

Os portugueses são os que viajam mais a destino do país de origem Les Portugais sont ceux qui voyagent le plus vers leur pays d'origine
"...os dados de 1992 mostram claramente que esta população é a que mais efectua viagens : 2,2 viagens em média por ano, sobre os três últimos anos. A percentagem dos que vão de férias a Portugal aproxima 97%." "...les données de 1992 montrent clairement que cette population est celle qui effectue le plus de voyages : 2,2 voyages en moyenne par an, sur les trois dernières années. Le pourcentage de ceux qui vont en vacances au Portugal approche les 97%."

Portugueses de França : "Criadores de empresas"

Portugais de France : "Créateurs d'entreprises"

"... em 1990, os artesãos portugueses representavam o número mais importante do total dos artesãos estrangeiros (15.000 dos 51.000), ou seja uma percentagem de 29,4% (seguidos pelos Italianos com 16,5%). Situam-se também no segundo lugar dos chefes de empresas com mais de 10 empregados (10,9%) atras dos Italianos com 16,7% (os terceiros são os Argelinos com 6,2%)." ".. en 1990, les artisans portugais représentaient le nombre le plus important du total des artisans étrangers (15.000 des 51.000), soit un pourcentage de 29,4% (suivi des Italiens avec 16,5%). Ils sont aussi au second rang des chefs d'entreprises de plus de 10 employés (10,9%) précédés par les Italiens avec 16,7% (les troisièmes étant les Algériens avec 6,2%)."
Os portugueses são a maior população estrangeira em França Les portugais sont les étrangers les plus nombreux en France
Os portugueses são a maior população estrangeira em França, mas "o número de portugueses em França reduziu-se, estes últimos dez anos ao ritmo médio de cerca de 10.000 pessoas por ano." Les portugais sont les étrangers les plus nombreux en France, mais "Le nombre de portugais en France s'est réduit, sur ces dix années, à un rythme moyen d'environ 10.000 personnes par an."

Últimos dados do recenseamento de 1999 em França. Sobre um total de 553.663 Portugueses 51% tinham mais de 40 anos :  Dernières données du recensement de 1999 en France. Sur un total de 553.663 Portugais 51% avaient plus de 40 ans :

Resumo - Résumé

A emigração portuguesa para França desde os anos 1960 até hoje, apresentada e analisada sobre a base dos diferentes censos e estudos estatísticos.

Este livro pretende corrigir alguns preconceitos que se pode ter sobre a imigração portuguesa em França.

Assim, pode-se ler neste livro que, ao contrário do que se poderia pensar, não se pode "enquadrar completamente os Portugueses no esquema da integração, planificado nas diversas orientações dadas às políticas de imigração".

O livro também confirma a importância política e financeira desta emigração : "em 1999 com cerca de 7 mil milhões de francos (1,07 mil milhões d'euros) por ano, as transferências com destino a Portugal representavam cerca de 40% do total dos montantes transferidos pelo conjunto dos imigrantes que vivem em França".

E, contrariando os diversos preconceitos sobre os Portugueses de França, também podemos descobrir que, já em 1990, os agregados familiares portugueses auferiam, em média, salários superiores de 20% aos dos agregados franceses! 

L'immigration portugaise en France depuis les années 1960 à nos jours, présentée et analysée sur la base des différents recensements et études statistiques.

Cet ouvrage vient corriger certains clichés que l'on peut avoir sur l'immigration portugaise en France.

En effet : on peut y lire que, contrairement à ce que l'on pourrait croire, on ne peut "encadrer complètement les Portugais dans le schéma de l'intégration ou de l'assimilation, planifié dans les diverses orientations données aux politiques d'immigration".

On y découvre aussi l'importance politico-financière de cette immigration : "en 1999 avec près de 7 milliards de francs (1,07 milliards d'euros) par an, les transferts à destination du Portugal représentaient environ 40% du total des montants transférés par l'ensemble des immigrés vivant en France".

Et, contrariant les divers clichés sur les Portugais de France, on se surprendra à lire que, déjà en 1990, les ménages portugais avaient, en moyenne, des salaires supérieurs de 20% à ceux des ménages français!

 

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